sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

"A decolagem e o pouso velarás..."

Israel Roberto Maciel - Meu irmão de armas - Por onde andas tu, que tanto dividiu comigo as noites insones de atenta vigília, na condição de sentinelas da hora, nos nossos tempos de glória?
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Silêncio!

"Silêncio! A noite, negra como um pecado mortal, enrola véus de crepe na quietude da natureza adormecida. Com meus pés de chumbo caminho lentamente. Fechando-se-me as pálpebras, nunca pensei que meus próprios passos pudessem fazer tanto barulho. As coisas têm uma coloração estranha. Não há contrastes. Acabou-se a festa de ruídos e colorações.
Silêncio...
De repente, altíssimo, longo que nem o último gesto dos que tombaram, e como a tristeza de um gemido, um som metálico fere fundo o silêncio cansado da solidão noturna.
O bom piquete de dia, há pouco amigo e jovial, ali, de pé sobre as lajes, dentro do pórtico, empunhando o clarim, toma proporções de um gigante de ébano, arrancado das longínquas e fantásticas regiões da África.
É o toque em surdina, que já presidiu o crepúsculo dos mais cruentos combates e fez baixar ao seio da terra mãe os corpos de milhares de nossos irmãos de armas.Dorme em paz, aluno da Escola de Especialistas de Aeronáutica.
Dorme em paz. As lutas de um dia de labor exauriram-te as forças. Deste mais um passo na tua trajetória feliz. Conquistaste um pedacinho do futuro, e é justo, necessário mesmo, que descanses. Se houver estrelas no teu chão sonhado, apanha-as uma a uma, para engastá-las no céu risonho dos teus ideais. Fica tranqüilo nesses leitos brancos, que tua mãe baixinho reza uma oração sublime, tua noiva saudosa tem palavras belas, e teus irmãos trazem nos lábios o teu nome sagrado e que ninguém esquece.É findo o toque de silêncio.

(...)

Estrelajada, a noite compõe um poema de brilhos e fulgurações, enquanto os sapos, lá na lagoa escura, cantam em coro sua canção querida."
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(Este poema foi encontrado em uma apostila de datilografia da EEAR, na PACO, onde o Sgt. André Luís, uma grande pessoa, não admitiu ter sido ele a compor tão notável texto... Qualquer um que tenha sido sentinela, que tenha ouvido o toque de silêncio, lacrimeja ao ler estas linhas...)
Este vocês lembram: (10/1993)
"A tropa desfilará em continência ao excelentíssimo senhor Comandante do Quinto Comando Aéreo Regional, Major-Brigadeiro-do-Ar Hermes Moreira, ao som do dobrado "Asas de Ouro"...
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Ministério da Aeronáutica - Quinto Comando Aéreo Regional - Batalhão de Infantaria - 1ª Turma de 1993

Este poucos mereceram... Eu recebi o meu!
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Malabarismos com a HK
Lembram-se??? (07 ou 08/1993)

"A tropa desfilará em continência ao excelentíssimo senhor Comandante do Quinto Comando Aéreo Regional, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Flávio da Rocha Fraga, ao som da "Canção do Expedicionário"; letra de Guilherme de Almeida e música de Spartaco Rossi..."


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Esse cara era chatinho pra caramba... Fagundes, tu era chato!!!


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Nosso "Pára-SAR" de Canoas:
A Ojeriza dos Anjos...
"A noite é uma criança. E nós somos seus brinquedos... Não sou eu que durmo tarde. É o sol, que nasce cedo."




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Após dias de chuva fina... A alvorada sem explicação...


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Plastex e... O chão tremeu forte!!!


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Trechos de Memórias




Quem não lembra do Stg. Craveira, ou do Sgt. Alexandre, ou do Sgt. Ednilson, recém saídos da EEAR, e suas leituras de boletim no hangar do Binfa?



"Atenção para a leitura do Boletim:
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"Ministério da Aeronáutica
"Quinto Comando Aéreo Regional
"Batalhão de Infantaria
"Boletim interno número... Ordem do Dia: ... Blá... Blá..."

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Nossa formatura:
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Incorporando-me à Força Aérea Brasileira, (...) Blá... Blá... (...) com o sacrifício da própria vida."
(Alguém lembra???)
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"A tropa desfilará em continência ao excelentíssimo senhor Comandante do Quinto Comando Aéreo Regional, Major-Brigadeiro-do-Ar Flávio da Rocha Fraga; ao som do dobrado "Asas de Prata", de autoria de ..."
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Nossas Cantigas de Corrida 1993




Cantiga ... 03

Senti, um dia, no meu coração
(Todos repetem: ...)
Uma enorme e forte emoção
(Todos: ...)

De combater, saltando do avião
(T.: ...)
E defender com (orgulho) amor esta Nação
(T.: ...)

E lá, no alto, todos vão me ver!
(T.: ...)
Guerreiro alado é o PQD!
(T.: ...)
E, lá debaixo, todos vão dizer:
(T.: ...)
Sentimos muito orgulho de você!
(T.: ...)

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Cantiga... 04

Eu tenho uma mania que já é tradição:
(Todos repetem: ...)
De nunca me entregar, de nunca ir ao chão!
(Todos: ...)
Eu sei, o que eu faço, pouca gente quer fazer...
(T.: ...)
A fome, o frio é grande, e o sono é pra valer!
(T.: ...)

Uniforme camuflado, pouca água no cantil,
(T.: ...)
A mochila bem pesada, em guarda-alta o meu fuzil...
(T.: ...)
Quando corro com essa tropa, sinto uma vibração!
(T.: ...)
Eu sei que ninguém pode com a nossa união!
(T.: ...)


G.: "Raça! Moral! Vibração!"


"Quem é? Quem é?"


T.: "Infantaria no local!"




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Cantiga ... 02

Menininha bonitinha
(T.: ...)
Que namora lá na praça
(T.: ...)
Não namora qualquer um
(T.: ...)
Só namora quem tem raça
(T.: ...)


Cantiga ... 01

Um infante eu vou ser
(T.: ...)
Nem que eu tenha que morrer
(T.: ...)
Nem que eu tenha que morrer
(T.: ...)
Um infante eu vou ser
(T.: ...)

E se Deus me ajudar
(T.: ...)
Um infante eu vou me tornar
(T.: ...)
Um infante eu vou me tornar
(T.: ...)
Se Deus me ajudar
(T.: ...)

Mas Deus não me ajudar
(T.: ...)
Com o Capeta eu vou falar
(T.: ...)
E pedir pra me ensinar
(T.: ...)
A um P. A. eu me tornar
(T.: ...)

Quando Ícaro Voa Novamente


Ícaro. À primeira vez em que ouvi o narrar desta fabulosa história, fantasiei estar em seu lugar. Queria poder subir ao alto, e num bater de asas, numa revoada, erguer-me acima da linha da realidade, buscando enfim o céu. Queria poder imitar o ato de Dédalo e Ícaro, fugindo dessa estranha condição de pássaro sem asas. Condição esta que sempre nos afligiu, em todas as eras. Ícaro não extingüiu-se na queda, como na Mitologia. Renasceria mais tarde, juntamente com Dédalo.
Desde o começo, desde a aurora da humanidade, sempre sonhamos galgar os céus, mergulhar no infinito e buscar o oceano vazio que é a imensidão celestial. Voar sobre as várzeas, sobre os campos, e tudo mais, como os pássaros que sempre admiramos. O ser humano busca, desde as mais remotas épocas, um modo de satisfazer sua fantasia de igualar-se aos seres alados. Alguns sentem esta necessidade com mais ardor. É o caso do Ícaro sobre o qual discorrerei a seguir.
A aventura do ser humano estava para mudar, completamente, em um vinte de julho. Era 1873, e nada de formidável parecia acontecer no mundo, exceto para uma mãe que dava à luz seu filho. Nascia, na fazenda de Cabangu, Estado de Minas Gerais, Brasil, o bebê que seria, como mostrou mais tarde, o próprio Ícaro renascido. Nascia Alberto Santos Dumont. A vontade de voar, de explorar o azul e ganhar o abismo celeste, perseguia nosso Ícaro. Para tanto, necessitava aprimorar-se como inventor e tecnólogo. A partir das descobertas de Bartolomeu de Gusmão, tão em voga na sua época, Alberto desenvolveu e projetou balões dirigíveis, os quais controlava com maestria. Conseguiu um feito glorioso, o nosso Ícaro: Partindo de um ponto fixo, num balão, voou e, contornando a Torre Eifel, retornou ao mesmo ponto num tempo preciso de trinta minutos. Este feito foi notável para a época. A seguir, empenhou todo o seu talento para tentar uma nova forma de voar: Planadores com propulsão própria. Sim, elevar aparelhos mais pesados que o ar aos céus, sustentados por asas que planam, e por força motora própria. A busca incansável pelo conhecimento o acompanhava tanto quanto seu desejo de voar. Desse Ícaro, nasceu também Dédalo, com sua fome de ciência e tecnologia. Do filho nasceu o pai. Da vontade impetuosa, nasceu a necessidade do estudo e da pesquisa. E, conseqüentemente, a criação.
Aos vinte e três dias do mês de outubro do ano de mil novecentos e seis, Alberto Santos Dumont, brasileiro, sonhador, alguém com uma garra invejável e um espírito moleque, realiza diante de uma multidão estarrecida e surpresa - porém não muito - o que há séculos o homem desejava realizar. Sim, balões já haviam desbravado os ares. Porém, era a primeira vez que, com uma máquina mais aerodinamicamente controlável, com menor amplitude de corpo, e mais pesada que o ar, um ser humano conquistava os céus. A máquina era o “14 Bis”. E Ícaro, o nosso compatriota mineiro. A multidão pasmada, na verdade, já esperava tal acontecimento, pois sabia do que ele era capaz. O público já o admirava. Muitos já o acompanhavam em seus sonhos e assistiam de perto seu avanço rumo ao infinito. Por isso, não duvidavam, já antes daquele primeiro vôo em Bagatelle.
Ali, um brasileiro deu asas à humanidade e, como se girasse uma hélice, deu o “contato” que lançou o ser humano ao espaço vazio. O primeiro. O pioneiro. Quem, vendo-o no seu dia-a-dia, nas atitudes quotidianas, tão tímidas, com seu frágil aspecto, perceberia o espírito magno que continha seu magro e inofensivo corpo? Quem diria que de um tipo esguio, de aparência tão recatada, partiriam sonhos alçados assim tão alto, e uma capacidade tal de realizá-los, que igualaria seu feito às epopéias fantásticas da Mitologia? Da França, de Paris, do Campo de Bagatelle para o mundo. O impossível havia sido desafiado, e vencido.
Todos sonham. Todos desejam. Cada um de nós quer algo. Eu sonho, desde muito criança, e quase todas as noites, que posso voar. Em meus sonhos, à noite, vôo sem culpa e sem hipocrisia. Sou um pássaro sem asas de dia. Minha maior frustração, talvez, seja não ter dado tudo de mim, não ter feito todo o esforço para conquistar meu “Velo de Ouro”, meu “Santo Graal”, meu “14 Bis”: Queria ter feito parte da “Esquadrilha”. Tive a idade e a opção de tentar. Mas, então, eu tinha menos coragem e menos fé. Infelizmente, adquiri a fé e a coragem meio tarde. No fim das contas, optei por não tentar. Pus na balança toda a minha vida, e algumas coisas pesaram mais. Me contentaria apenas sonhar em, um dia, quem sabe, voar de carona com “um deles”. Quanto à frustração que quase sinto, tento compensá-la com outra paixão: o Pára-quedismo. É! Também sou Ícaro! Tenho necessidade de ter asas e parecer, ao menos um pouquinho, com aquele mineiro franzino, que com um tímido gesto, ergueu o sonho humano do solo. Graças a ele, hoje temos a opção. Graças ele, ao Marechal-do-Ar Alberto Santos Dumont, podemos voar. Navegar é preciso. A arte de singrar os céus é sublime.
Enfim, para aqueles que não acreditam nos sonhos; para os que duvidam de seu próximo, que pensam rasteiramente, que julgam com paradigmas comuns; para os que não dão importância às fantasias e não deixam a mente alçar vôo; enfim, para os tacanhos, é que Alberto deixou um recado: - “O homem há de voar” - Este era seu objetivo. Esta era sua obsessão. Esta foi sua realização.
Assim, sonhemos! Assim, reconheçamos o valor exemplar de Alberto Santos Dumont, Marechal-do-Ar. E, da próxima vez em que cruzardes com uma pessoa comum, de aspecto frágil, tímida; alguém franzino, que desvia o olhar, e que não vos represente nada, cumprimentai-a com um sorriso. Não será o “Pai da Aviação”, título já conquistado. Mas pode ser que, num futuro ainda incerto, daqui a várias gerações, estejamos escrevendo sobre ela. Afinal, em cada um de nós, vive Ícaro.

(Trechos de Monografia)




1 - A Força Aérea Brasileira - Introdução


Dédalo tinha um filho: Ícaro. Um dia, Dédalo e Ícaro estavam perdidos num labirinto e sendo perseguidos. Dédalo, então, fez asas para ele e para Ícaro, usando cera. Assim, eles voariam pelos céus e sairiam do labirinto. Mas Dédalo avisou a Ícaro que, se ele voasse muito alto, muito perto do sol, as asas derreteriam e ele cairia. Assim voaram. Mas Ícaro não conteve sua impetuosa vontade de voar, e subiu até o mais alto que pode. Dédalo, desesperado, seguiu o filho. O sol derreteu a cera das asas e os dois caíram (N. 1).
Voar sempre foi o sonho de dez, entre dez pessoas. Desde a mais remota era da humanidade, as pessoas reverenciam os animais que voam, e expressam seus desejos e sonhos criando seres fantásticos, sejam deuses, ou outras criaturas míticas com asas. A mitologia universal apresenta uma infinidade de culturas que fazem ou faziam isso, e a mitologia grega é parte significativa destas culturas. E é a mais difundida no ocidente, muito bem representada na desventura de Ícaro. Aliás, esta história tem uma profundidade muito maior. Há uma carga de significado que vai muito além da beleza literária. É um aviso às pessoas que não contém seu ímpeto de conseguir tudo o que almejam. E que “vão com muita sede ao pote”. A meu ver, acho interessante colocar aqui, de início, duas histórias que são referências universais no que diz respeito ao vôo e à Aeronáutica. Uma já contei.
Aos 23 dias do mês de outubro do ano de 1906, um brasileiro, Alberto Santos Dumont, realizou o que nenhum ser humano havia até então conseguido. Ele decolou seu 14 BIS, um avião experimental, construído por ele mesmo, no campo de Bagatelle, em Paris, França, e voou ao longo de sessenta metros. Os franceses e os brasileiros sabem disso, mas os americanos insistem que os irmãos Wilbour e Orville Wright foram os primeiros a voar num objeto mais pesado que o ar. Estes afirmaram haver realizado o primeiro vôo em novembro de 1903, mas como não havia testemunhas “de fora” (repórteres, por exemplo), e eles não conseguiram apresentar uma prova concreta (além da egocêntrica propaganda americana), o mundo, na época, não aceitou tal marca. A do brasileiro é a oficial. Ainda em 1906, e com o 14 BIS, Santos Dumont voou novamente, alcançando agora a distância de duzentos e vinte metros. Mais tarde, com outro aparelho, o “N.º 19” ou “Demoiselle”, conseguiu voar distâncias que foram dos duzentos metros aos vinte quilômetros. Na Página oficial “Centenário do Vôo do 14 Bis” há mais informações (Ver Referências). Há quem afirme que os irmãos Wright voaram mesmo em 1903. Porém, ainda que o provassem, dizem que eles não teriam sequer decolado do solo: o aparelho usado por eles teria sido lançado de uma catapulta, e teria planado, sem que os motores o tivessem erguido, não havendo assim a comprovação, na época, de que o aparelho decolaria do solo caso tentassem. Isso tudo faz com que Brasil e França tenham uma opinião, e os Estados Unidos tenham outra. Wilbour e Orville Wright talvez tivessem voado... O fato é que uma história não tira o mérito da outra. Mas para nós (brasileiros), e para o resto do mundo, é de nosso compatriota mineiro o mérito desta façanha epopéica.
Agora, que já falei destes ícones do mundo da aviação, Ícaro e Santos Dumont, começarei a tratar um pouco sobre o porquê deste trabalho.
Nesta monografia, discorrerei sobre a FAB, a Força Aérea Brasileira, que sempre foi e é um tema apaixonante e glamuroso. Delimita-se esta não propriamente a narrar toda a sua história, mas em fazer uma breve retrospectiva e um retrato contemporâneo de uma das instituições mais respeitadas do mundo. Isso, focalizando alguma coisa do passado e a organização que mantinha até 1993. Por que até 1993? Porque recentemente, de 1993 a 1999, houve algumas mudanças. Até falarei destas mudanças, mas o enfoque é “como era antes das mudanças”. Por quê? Porque levo uma enorme carga cultural da FAB desde o tempo em que nela estive. É que permanecem vivas em mim memórias para as quais eu não encontraria outra aplicação, senão escrever. É, há muito de minhas memórias aqui. Mas, é claro, baseio-me em referências mais concretas para retratar o tema. Sou estudante de Letras, o que parece distante do assunto. Então, por que tratar sobre a FAB? Por que escolher um tema que, à uma primeira vista, nada tem a ver com o curso de Letras? Talvez haja alguma ligação, ainda que muito sutil. Seja o fato de que as instituições militares preocupam-se com a boa comunicação, não só por ministrar aulas de língua portuguesa a seu pessoal, mas pelos textos impecáveis produzidos para as ocasiões importantes, como datas comemorativas ou entregas de medalhas; seja o fato de usarem belíssimos lemas e inscrições em Latim; seja pela poesia dos hinos, ou dos próprios poemas encontrados; pela manutenção de sua própria história, escrita e arquivada em excelentes textos. Ou seja outra coisa qualquer; algo que faça este pequeno intercâmbio. E os objetivos deste trabalho também são plurais: num primeiro momento, o tema pode apenas servir de objeto para que estudantes de Letras e de outras áreas possam ter referências quanto à confecção de uma monografia padronizada (Aliás, “padrão” é um conceito muito ativo no meio militar). Padronizada, porém, com personalidade. É para mim dificílimo fazer algo sem colocar meu toque pessoal. Num segundo momento, quero aproveitar este “exemplo de monografia” para homenagear e dar a conhecer algo que talvez a maioria de nossos estudantes de Letras e de outras áreas, deixem passar despercebido, mas que está muito presente em nossas vidas: a Aviação. Mais especificamente, quero, além de confeccionar um trabalho esteticamente bem cuidado e exemplar, fazer uma homenagem, retratando a nossa Força Aérea Brasileira para quem ela serve, ou seja, para nós mesmos.
A justiça que faço nessa dissertação não é mera bajulação. Nem tampouco quero fazer demagogia ultra-nacionalista. Há quem considere este tipo de retratação como uma bajulação, ou pura demagogia. Há quem duvide do mérito, da probidade, das pessoas que compõem as instituições nacionais, num mundo onde a corrupção e a busca por vantagens impera. Sei que em todo o lugar há pessoas de boa, e de má índole; pessoas honestas e falsas. Mas aqueles que desonram sua casa, sua profissão ou sua Pátria, não podem representar uma instituição inteira, que é um ideal maior. Independentemente do caráter de, talvez, uns poucos indivíduos que compõem qualquer instituição, maior é a função a que ela se destina. E é nisso que baseio-me para escrever: pensando no ideal do conjunto, e não nas mãos que o preparam. Justifico este trabalho em dois pólos, dois focos, duas intenções: a primeira, é a de mostrar como se faz uma monografia atraente e de gostosa leitura, unindo a Literatura, a Metodologia e a História, para não citar inúmeras outras ciências, à arte de escrever; a segunda, é a de reportar a meus colegas e ao público em geral como funciona a instituição de maior respeitabilidade que temos, para que, quem sabe, desperte nalgum destes o interesse pela Carreira. Quanto à respeitabilidade a que me referi, ela só existe graças a instituições sérias e dedicadas ao trabalho árduo, ao longo de muitos anos, como a INFRAERO, a EMBRAER, o ITA, e outras tantas instituições, civis e militares; a pilotos, mecânicos, taifeiros, faxineiros, a quem homenageio, bem como graças ao nosso Marechal do Ar, Alberto Santos Dumont (N. 3). Haja, talvez, uma terceira motivação para este trabalho, que é a de aplicar uma cultura acumulada, mas que não teria outra utilidade em minha área, senão a de ser escrita “para quem interessar possa”. Para não fugir ao concreto, dependendo apenas da frágil memória humana, recorri a uma revisão bibliográfica cuidadosa, o que embasará tudo o que venha a ser por mim apresentado; recorri a uma séria pesquisa na Internet, em páginas oficiais, e nas que gozam de confiança, como as enciclopédias eletrônicas; a entrevistas com pessoas do ramo, amigos e ex-colegas; e à minha própria experiência pessoal, que adquiri durante meu tempo no Quinto Comando Aéreo Regional, quando, em 1993, era S2 SSG...
Este não deixa de ser também um relato de memórias. Porém, como já afirmei, delas não dependerei cegamente.
Quando houver entre parênteses a letra “R.” e um número, o “R.” remete-nos às “referências” e o número, ao item. Da mesma forma, se aparecer a letra “N.” seguida de um número, o “N.” remete-nos às “notas” e o número, ao item. Se aparecer a letra “A.”, e um número, o “A.” é de anexo e o número, o item anexado. Se forem dois números, separados por ponto final, o primeiro indica-nos o capítulo, e o segundo, o título, nesta monografia.


2 - Breve História da Aviação

Agora, que já relatei a famosa proeza de Santos Dumont, e falei por alto dos Irmãos Wright, passarei a uma rápida retrospectiva dos acontecimentos mais importantes da história da aviação, sem contudo entrar em muitos detalhes. É apenas uma cronologia básica, para situar os leitores no lugar e no tempo. Como já disse, não haverá muitos detalhes, salvo os que, no desenvolver da monografia, e mais adiante, acharem-se pertinentes. Assim, segue-se:

1600: Hezarfen Celebi, um turco, salta de uma torre em Gálata, com um planador, e consegue planar por alguma distância.
1901, 19 de janeiro: Santos Dumont recebe o “Prêmio Deutsch de la Meurthe”, por ter voado uma rota pré-definida num balão, de um total de onze quilômetros, contornando a Torre Eiffel e retornando ao mesmo ponto, num tempo estipulado de trinta minutos.
1906, 23 de outubro: Alberto Santos Dumont, num aparelho batizado “14 BIS”, decola do campo Bagatelle, em Paris, França, voando ao longo de sessenta metros, dos vinte e cinco exigidos para o reconhecimento. Este feito rendera-lhe o “Prêmio Archdeacon”, criado em julho do mesmo ano. Em 12 de novembro, quebra seu próprio recorde, ainda no 14 BIS, voando por duzentos e vinte, dos cem metros exigidos, ganhando assim o “Prêmio Aeroclube da França”
1909: Primeira utilização militar de um aeroplano (feita pelos EUA).
1914: 1a Guerra Mundial - A Alemanha e a Inglaterra combateram nos céus da Europa com biplanos e triplanos (aviões com asas duplas e triplas), equipados com metralhadoras.
1931, 12 de junho: Nasce o Correio Aéreo Militar (CAM).
1939: Primeiro vôo a jato da história, feito pelo alemão Erich Warsitz.
1941, 20 de janeiro: Nasce o Ministério da Aeronáutica, criado pelo Decreto Lei n.º 2.961, assinado pelo presidente Getúlio Vargas. No mesmo ano, nasce o Correio Aéreo Nacional. O CAM (Correio Aéreo Militar) passa a se chamar CAN, com a ajuda do Maj. Eduardo Gomes.
1944: O CAN recebe 82 aviões C-47. O COMTA (Comando de Transporte Aéreo) é quem dirige as operações do CAN.
1939 - 1945: 2a Guerra Mundial - Tanto a Alemanha, o Japão, a Inglaterra e, mais tarde, os EUA, combateram usando aviões. Da Alemanha, a Luftwafe, poderosa arma nazista, decolava para atacar o inimigo. Despejou um ofensivo bombardeio sobre Londres. Da Inglaterra, a RAF (“Royal Air Force” - ou Real Força Aérea), combatia os alemães. Quando os americanos entraram na guerra, enviaram um esquadrão de P-47 “Thunderbolt”. O 350a “Squadron”.
1952, 14 de maio: Primeira exibição oficial da “Esquadrilha da Fumaça” (Atual EDA).
1958: O CAN começa a utilizar os aviões anfíbios “Catalina” na Amazônia.
1959: A Lei 3.636, de 22 de setembro de 1959, Concede a Alberto Santos Dumont o posto honorífico de Marechal-do-Ar (N. 3).
1971: A AFA (Academia da Força Aérea) transferiu-se do Campo dos Afonsos (Atual Base Aérea dos Afonsos), para Pirassununga. Nasce o CECAN (Centro do Correio Aéreo Nacional).
1972, 12 de dezembro: O Congresso Nacional proclama o Brigadeiro Eduardo Gomes “Patrono do Correio Aéreo Nacional” (CAN).
1983: A AFA começa a sediar o EDA. Em 08 de dezembro, A “Esquadrilha da Fumaça” recebe os EMB-312, ou “Tucano”, fabricados pela EMBRAER. Passa, também, a denominar-se “Esquadrão de Demonstrações Aéreas” (EDA).
1993: Desativação do COMTA (Comando de Transporte Aéreo). Suas funções e seus encargos passam para a V FAE (Quinta Força Aérea) e para o CECAN (Centro do Correio Aéreo Nacional). A partir deste ano, militares brasileiros passam a poder “prestar continência” sem a cobertura. Antes, apenas prestava-se a continência usando cobertura (bibico, quepe ou assemelhado). Novo plano de carreira da FAB.
1996, 23 de outubro: Dez aeronaves T-27 “Tucano”, em formação, voaram por trinta segundos, percorrendo uma distância de três mil metros, todas “em dorso” (como se diz popularmente: “de cabeça para baixo”). Por este feito, entra para o “Guiness”.
1999, março: O EDA recebe o certificado “Guiness Book of Records”, pelo feito de 1996.


3 - Instituições de Aeronáutica e Outras (em 1993)


“D’astro rei desafiamos nos cimos,
Bandeirantes audazes do azul...
E às estrelas, de noite, subimos
Para orar ao Cruzeiro do Sul...”

(Hino dos Aviadores, 2a estrofe.)


A sigla FAB dispensa apresentações, inclusive lá fora, onde a Força Aérea Brasileira está presente: seja nos aviões produzidos pela EMBRAER, seja nas demonstrações do EDA. Seja no vôo da VARIG, seja nas pesquisas do ITA. Começarei conceituando algumas idéias e palavras conhecidas do povo:


3.1 – Aviação

Aviação é a palavra que define todas a atividades que envolvem colocar uma máquina no ar. Seja desenvolver, produzir, conduzir ou controlar aeronaves do tipo “mais pesado que o ar”, como aviões, helicópteros, ultraleves, etc... A tudo o que envolver tecnologia mecânica para fazer objetos voarem, chamamos de aviação.
No caso dos balões e dirigíveis, os chamados “mais leves que o ar”, a ciência envolvida não é a aviação, e sim, a Aerostação (R. ).


3.2 - Patrono

Alberto Santos Dumont é o Patrono da Aviação, da Aeronáutica e da FAB. Como já citei, ele desenvolveu trabalhos com balões, e efetuou o primeiro vôo em um objeto mais pesado que o ar, decolando do solo. Por isso, recebeu vários prêmios internacionais e o título honorífico de Marechal-do-Ar (2, 8.1 e N. 3). Alberto Santos Dumont era um sonhador, e queria provar que o ser humano pode mais do que sua limitada compreensão permite. É de sonhadores como ele que partem as idéias e as experiências que levam a humanidade além dos limites do possível.
“O homem há de voar...” ¾ Dizia nosso compatriota.


3.3 - Aeronáutica

Aeronáutica é a ciência que estuda e promove a navegação aérea nos limites de nossa atmosfera. A expressão “Aero” quer dizer “no ar”, e “náutica” indica este deslocamento no ar. A Aeronáutica divide-se em duas partes: Aerostação (que utiliza balões e dirigíveis, ou “mais leves que o ar”), e Aviação (que envolve os instrumentos do tipo chamado “mais pesado que o ar”).
Há, ainda, outra atividade, mas que está fora da Aeronáutica: a Astronáutica, que é a navegação fora de nossa atmosfera. Há uma ligação, mas esta não faz parte da Aeronáutica.


3.4 - Ministério da Aeronáutica

Criado pelo Decreto Lei n.º 2.961, de 20 de janeiro de 1941, o Ministério da Aeronáutica veio a compor a terceira arma nacional (N. 4). Com a assinatura deste decreto, o Presidente Getúlio Vargas fundiu as já existentes forças aéreas da Marinha e do Exército, numa terceira corporação: As “Forças Aéreas Nacionais”. Em maio do mesmo ano, outro decreto modifica o nome das “Forças Aéreas Nacionais” para Força Aérea Brasileira ¾ FAB.
As Funções do MAer são, entre outras, a defesa da Pátria, a defesa de seu espaço aéreo, o controle das atividades aéreas e a pesquisa aeronáutica. Participa também, em conjunto com a Marinha, da defesa do mar territorial (A. 2).


3.5 - Ministros da Aeronáutica

O Ministro da Aeronáutica é designado pelo Presidente da República, entre os oficiais-generais de posto mais elevado, para reger o Ministério da Aeronáutica.
Ao Ministro da Aeronáutica cabe, entre outras funções, comandar seu Ministério, subordinado ao EMFA, ou, mais diretamente, ao Presidente da República.


3.6 - EMFA

O Estado Maior das Forças Armadas é um órgão militar, do governo federal, que administra o funcionamento das três forças, Marinha, Exército e Aeronáutica. Sua principal função é coordenar as três forças em ações combinadas, servindo como elo de ligação e comando. Seu comandante, ou Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, é empossado, fazendo-se um rodízio entre os oficiais-generais de último posto das três forças.


3.7 - A Força Aérea Brasileira

A Força Aérea Brasileira (FAB) é constituída de toda a aparelhagem aérea disponível, não somente a de propriedade do Maer, mas também a de propriedade do Exército e da Marinha. Por Força Aérea Brasileira entende-se todos os recursos que envolvam aviação disponíveis no País, incluindo-se a aviação civil. Assim, Força Aérea Brasileira é o conjunto de todos os instrumentos aéreos e de pesquisa aeronáutica e aeroespacial de que dispõe a República Federativa do Brasil. Nem todos estes recursos pertencem diretamente ao Ministério da Aeronáutica, mas todos ficam subordinados a este.


3.8 - INFRAERO

A INFRAERO, cuja sigla representa a “Infra-estrutura Aeronáutica”, é uma estatal federal, criada em 1973, com a missão de atender às necessidades de infra-estrutura aeroportuária e de administrar os aeroportos do País, entre outras coisas.


4 - Estrutura Geral das Instituições da FAB (com base em 1993)


4.1 - MAER

Ao Ministério da Aeronáutica estão subordinados o EMAER, os Comandos e Departamentos, e todos os órgãos militares de aeronáutica e de tecnologia aero-espacial brasileiros, e todas as instituições de ensino e pesquisa aeronáutica; enfim, toda a atividade civil ou militar, que envolva a aviação e a navegação aérea no espaço aéreo brasileiro.


4.2 - EMAER

Ao Estado Maior da Aeronáutica cabe acessorar o comandante


4.3 - COMGAR

Ao Comando Geral do Ar (COMGAR), subordinado ao Alto-Comando e ao Estado maior da Aeronáutica, e mais diretamente ao Ministro da Aeronáutica, cabe controlar toda a defesa do espaço aéreo nacional. A este estão subordinados os Comandos Aéreos Regionais, As Forças Aéreas e o Comando de Defesa Aero-espacial Brasileiro (COMDABRA). O COMGAR utiliza a aparelhagem de defesa aérea do Brasil, as aeronaves e o material bélico, comanda as Bases aéreas, e é responsável pela atividade de combate aéreo em caso de necessidade.


4.4 - COMGAP

Ao Comando Geral de Apoio (COMGAP), co-irmão do COMGAR, cabe providenciar todo o apoio logístico para o perfeito cumprimento das funções inerentes à FAB. A função maior do COMGAP é prover os meios aéreos, como órgão de suporte. Possui várias Diretorias agregadas. Seria, de uma forma mais popular, “um gigantesco e complexo Almoxarifado”.


4.5 - COMGEP

Ao Comando Geral de Pessoal, ou COMGEP, cabe reger o setor humano das instituições da FAB. A este cabe, entre outras funções, estudar o quadro de pessoal da FAB, distribuir e controlar sua qualificação. Além deste controle, deve planejar e exigir o treinamento adequado, e dispor sobre o plano de carreira. Em outras palavras, seria um grande e muito complexo “Setor de Recursos Humanos”.


4.6 - DEPED

O Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento (DEPED) congrega as unidades voltadas à pesquisa e ao descobrimento de “novas tecnologias”, e de “novos horizontes”. Neste reúnem-se, entre outros, o CTA - Centro Técnico Aeroespacial, o CLBI - Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, o CLA - Centro de Lançamento de Alcântara, e o ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica.


4.7 - DEPENS

O Departamento de Ensino da Aeronáutica, ou DEPENS, dirige todas as instituições de ensino pertencentes à FAB. Entre estas, a AFA, a EPCAR, a EEAR, etc. Exceto o ITA, que pertence ao DEPED. Todos os cursos de formação relacionados à FAB são regidos pelo DEPENS, como o CFO, o CFS, o CFC, o CFSD e outros que possam surgir.


4.8 - DAC

O Departamento Aviação de Civil, ou DAC, é responsável, enquanto órgão da FAB, por administrar toda a prática de aviação não militar. É o DAC que controla essas atividades, e regula seu funcionamento, através de portarias, regulamentos, etc.


4.9 - Outras

(Em Construção...)


5 - As Organizações Militares da FAB (Com base em 1993)


5.1 - COMGAR

O COMGAR (Comando Geral do Ar) é responsável direto pela defesa aérea do País. No seu conjunto, é o sistema que opera as atividades de defesa e caça, sendo diretamente ativo. Digamos que seja “a mão armada da FAB”.
O País divide-se em sete (07) áreas de atuação, cada uma sob proteção de um COMAR. Assim, segue:

Unidade Sede Área de Atuação
COMAR I: ...... Belém .................................................. AP, MA, PA;
COMAR II: ..... Recife ........ AL, BA, CE, PA, PB, PE, PI, RN, SE;
COMAR III: .... Rio de Janeiro ..................................... ES, MG, RJ;
COMAR IV: ... São Paulo ................................................... MS, SP;
COMAR V: .... Canoas ................................................ PR, RS, SC;
COMAR VI: ... Brasília ......................................... DF, GO, MT, TO;
COMAR VII: .. Manaus ........................................ AC, AM, RO, RR.


5.1.1 - Comandos Aéreos Regionais (COMAR)

Os Comandos Aéreos Regionais, que são sete, são unidades que atuam diretamente na sua região de ação. Assim, se há alguma ação a ser efetivada em determinado local, é o respectivo COMAR que é acionado.
Ao COMAR, há diversas sub-unidades agregadas, que servem para as mais diversas finalidades. Por exemplo: um BINFA, um GCI (Grupo de Combate a Incêndio), um SERMOB, um posto do CAN, um Hospital, etc. As Bases Aéreas estão subordinadas aos COMAR, e cada uma também tem sub-unidades agregadas para seu bom funcionamento.


5.2 - COMGAP

O COMGAP (Comando Geral de Apoio) provê os suporte logístico da Aeronáutica. As Diretorias subordinadas ao COMGAP são: DIRMA, ou Diretoria de Material da Aeronáutica; DIRMAB, ou Diretoria de Material Bélico; DIRENG, ou Diretoria de Engenharia; e DEPV, ou Diretoria de Proteção ao Vôo. A esta última, subordinam-se os CINDACTA, os SRPV, o PAME, o 1o GCC, o GEIV, o IPV e o ICA.


5.3 - COMGEP

O COMGEP é responsável pela distribuição de pessoal, pelo estudo das necessidades nos quadros, pelas diretrizes do pessoal, e pelo controle quantitativo e qualitativo dos quadros de pessoal da Aeronáutica. Os setores subordinados ao COMGEP são: DIRSA - Diretoria de Saúde (Hospitais de Aeronáutica), DIRINT - Diretoria de Intendência, DIRAP - Diretoria de Administração de Pessoal, e outras. O COMGEP, enfim, dá o suporte a parte humana da Aeronáutica.



5.4 - DAC

O DAC (Departamento de Aviação Civil) ... (texto original extraviado)


5.5 - DEPENS

O DEPENS (Departamento de Ensino da Aeronáutica) congrega as unidades de ensino da Aeronáutica, que têm como finalidade formar o pessoal militar e qualificar o quadro componente da FAB


5.5.1 - AFA

A Academia da Força Aérea - AFA, também chamada “Ninho das Águias”, é oriunda do Campo dos Afonsos, o Berço da FAB, mais tarde tornado em Base aérea dos Afonsos - BAAF. Está localizada em Pirassununga, SP, desde 1971. Porém, muito antes ¾ quando do aviso n.º 16, de 23 de janeiro de 1942, em que um grupo de oficiais fora incumbido da escolha do novo lugar ¾, a construção da nova sede de Pirassununga já seria começada.
A AFA é a escola e a base dos novos pilotos brasileiros. Ela forma oficiais que, quando formados, após quatro anos de curso, e após seis meses como aspirante, recebem a patente de segundo tenente. Há três especialidades de oficiais formados pela AFA: O oficial aviador (Av), formado pelo Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAv); O oficial intendente (Int), formado pelo Curso de Formação de Oficiais Intendentes (CFOInt); e o oficial de infantaria Aeronáutica (Inf), formado pelo Curso de Formação de Oficiais de Infantaria da Aeronáutica (CFOInf). Das atribuições, segue: o oficial aviador (Av) torna-se piloto; o oficial intendente (Int) trabalhará com administração; o oficial de infantaria treinará tropas. Das progressões na carreira, veremos mais adiante.


5.6 - DEPED

O DEPENS (Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento)

Dedicatória


Ícaro vive. Ícaro vive em cada um de nós. Ícaro representa tudo o que a humanidade sempre buscou, e tenta imitar, no seu vôo alçado rumo ao infinito. Vôo este que desejamos seja mais feliz que o de Ícaro (N. 1).
Dedico esta trabalho à humanidade, seja ela composta por ricos esnobes ou feita de humildes; seja ela repleta de inteligência ou cheia de estupidez; sejam seus representantes os fanáticos religiosos ou os materialistas; enfim, para toda a sorte de pessoas - Porque todos sonham...
Dedico este “blog”, em especial, a todos aqueles que, no decorrer da História, fizeram da arte de singrar os céus uma proeza possível - e uma realidade. Dedico este meu trabalho aos aviadores, mecânicos, controladores, engenheiros, faxineiros, taifeiros, seguranças, e a todos os profissionais, civis ou militares, que possibilitam ao ser humano colocar toneladas de aço no ar, com total segurança e maestria.
Ao Marechal do Ar Alberto Santos Dumont, e a todos os loucos que desafiaram a gravidade, muitas vezes abdicando da própria vida, em nome da arte de voar. Ícaro vive.